[:fr]Fiche UMI : LFCA (Laboratoire Franco-Chilien pour l’Astronomie)[:pt]Ficha UMI : LFCA (Laboratório Franco-Chileno para a Astronomia)[:es]Ficha UMI : LFCA (Laboratorio franco-chileno de Astronomía)[:]

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1. En Bref

2. Présentation

Le Laboratoire Franco Chilien pour l’Astronomie (LFCA) a été fondé en 2012 par le Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) en France et les trois grandes universités chiliennes : l’Université du Chili (UC), l’Université Pontificale Catholique du Chili (PUC), et l’Université de Concepción (UdC) sous l’impulsion de Denis Mourard (Directeur Adjoint Scientifique responsable de la division Astronomie-Astrophysique de l’INSU), Guido Garay (Directeur du département d’Astronomie de l’UC), Gaspar Galaz (Directeur de l’institut d’Astrophysique de la PUC) et Ricardo Demarco (Directeur du département d’Astronomie de l’UdC). La mission première du LFCLA est de promouvoir et soutenir des collaborations dans le domaine de l’Astronomie entre la France et le Chili.

Les antennes du télescope ALMA (Photo : ESO/C.Milan)

Les statuts du Laboratoire ont récemment été renouvelés en mai 2019 dans le cadre des 80 ans du CNRS et de la consolidation de ses partenariats stratégiques à l’international. Le Chili s’appuie sur une communauté d’astronomes jeune et croissante et le développement et accès à des sites astronomiques au sol majeurs comme les radiotélescopes ALMA, le Very Large Telescope (VLT), le Large Synoptic Survey Telescope (LSST), le Cherenkov Telescope Array (CTA) ou dans un futur proche l’Extremely Large Telescope (ELT). Le Chili est devenu au fil des ans un centre de recherche astronomique stratégique et incontournable.

 

3. Activités de recherche

Aujourd’hui, le LFCA est dirigé par un comité de direction composé d’Andrés Escala (Directeur du département d’Astronomie de l’Université du Chili et du LFCA), Gaspar Galaz (directeur de l’institut d’Astrophysique de la PUC), Ricardo Demarco (directeur du département d’Astronomie de l’UdeC) et Gaël Chauvin (Directeur Adjoint du LFCA). En plus des professeurs et des étudiants des trois universités chiliennes (UC, PUC et UdeC), le Laboratoire s’appuie sur la présence de quatre chercheurs permanents du CNRS, Luc Dessart, Myriam Benisty, Gaël Chauvin et Stéphane Blondin, ainsi que sur un programme visiteur pour appuyer les séjours collaboratifs en France et au Chili des membres des deux communautés. Plusieurs thèmes de recherches sont abordés allant de l’étude de l’expansion de notre Univers, du trou noir dans la région centrale de notre galaxie, de la formation et la mort des étoiles, la naissance et les propriétés physiques des planètes en formation, jusqu’à la recherche des conditions favorables pour la formation de la vie.

Dôme de l’ELT – ESO/L. Calçada/ACe Consortium

L’existence des exoplanètes est seulement connue depuis 25 ans et malgré plus de 4000 exoplanètes connues à ce jour, de nombreuses questions fondamentales concernant la formation des planètes géantes ou celle de la vie restent encore en suspens.

Dans ce contexte, Myriam Benisty est une experte mondialement reconnue des phases initiales de la formation planétaire et particulièrement de l’observation dans le rayonnement proche infrarouge et millimétrique des disques protoplanétaires, disques de poussières et de gaz au sein desquels les planètes géantes puis telluriques vont se former au bout de quelques millions d’années. Elle est notamment co-auteur de la caractérisation fine de vingt jeunes systèmes solaires en formation avec Laura Perez (UC) dans le cadre du relevé DSHARP obtenus avec les radiotélescopes ALMA. Gaël Chauvin s’intéresse quant à lui à une phase plus évoluée lorsque les systèmes exoplanétaires sont déjà formés avec pour but d’explorer et de disséquer les architectures planétaires et les propriétés physiques et atmosphériques des exoplanètes géantes. Il est notamment l’un des pionniers de l’imagerie directe d’exoplanètes grâce à l’utilisation de techniques observationnelles de pointe sur les grands télescopes au sol (optique adaptative, coronographie, imagerie différentielle, spectroscopie 3D…). Au sein du Laboratoire, il contribue notamment avec Patricio Rojo (UC) et Laura Perez (UC) à la recherche et à la caractérisation physique et atmosphérique des jeunes Jupiters imagés.

Resultats de disques protoplanetaires – ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), S. Andrews et al.; NRAO/AUI/NSF, S. Dagnello

Finalement, lors de ces dernières années, un champ de recherche clef du LFCA a porté sur les explosions stellaires (ou plus généralement les mécanismes de super novae). Ces phénomènes catastrophiques très courts et extrêmement puissants sont particulièrement intéressants pour étudier l’Univers lointain. Les super novae représentent par ailleurs de véritables fabriques pour la synthèse d’éléments lourds (oxygène, silicium, soufre, fer…). En parallèle d’importants efforts pour observer ces événements soudains et violents dans le cadre de grands relevés internationaux (ePESSTO, ASSASN, PAN-STARRS…), des travaux théoriques et de modélisation sont menés par Luc Dessart et Stéphane Blondin pour expliquer les propriétés physiques et spectroscopiques de ces événements astronomiques exceptionnels en intégrant la compŕéhension fine des mécanismes d’effondrement de coeurs stellaires, d’explosions thermonucléaires et de pertes de masse.

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1. Resumo

2. Apresentação

O Laboratório Franco-Chileno de Astronomia (LFCA) foi fundado em 2012 pelo Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) na França e pelas três principais universidades chilenas: a Universidade do Chile (UC), a Pontifícia Universidade Católica do Chile (PUC), e a Universidade de Concepción (UdC) sob o impulso de Denis Mourard (Diretor Científico Adjunto encarregado da Divisão de Astronomia-Astrofísica do Instituto Nacional de Ciências do Universo, INSU), Guido Garay (Diretor do departamento de Astronomia da UC), Gaspar Galaz (Diretor do Instituto de Astrofísica da PUC) e Ricardo Demarco (Diretor do departamento de Astronomia da UdC). A missão principal do LFCA é promover e apoiar colaborações no campo da Astronomia entre a França e o Chile.

As antenas do telescópio ALMA (Foto : ESO/C.Milan)

Em Maio de 2019, os estatutos do Laboratório foram renovados, no âmbito dos 80 anos do CNRS e da consolidação das suas parcerias estratégicas internacionais. O Chile conta com uma comunidade jovem e crescente de astrônomos, e o desenvolvimento e acesso a importantes locais astronômicos terrestres, como os radiotelescópios ALMA, o Very Large Telescope (VLT), o Large Synoptic Survey Telescope (LSST), o Cherenkov Telescope Array (CTA) ou, em breve, o Extremely Large Telescope (ELT). Ao longo dos anos, o Chile tornou-se um centro estratégico e imprescindível de pesquisa astronômica.

 

3. Actividades de pesquisa

Hoje, o LFCA é dirigido por um comitê diretor composto por Andrés Escala (diretor do Departamento de Astronomia da Universidade do Chile e do LFCA), Gaspar Galaz (diretor do Instituto de Astrofísica da PUC), Ricardo Demarco (diretor do Departamento de Astronomia da UdeC) e Gaël Chauvin (Diretor adjunto do LFCA). Além de professores e estudantes das três universidades chilenas (UC, PUC e UdeC), o Laboratório conta com a presença de quatro pesquisadores permanentes do CNRS, Luc Dessart, Myriam Benisty, Gaël Chauvin e Stéphane Blondin, e com um programa de visitas para apoiar as estadias colaborativas na França e no Chile de membros das duas comunidades. Vários temas de pesquisa são abordados, desde o estudo da expansão do nosso Universo, o buraco negro na região central da nossa galáxia, a formação e morte de estrelas, o nascimento e as propriedades físicas dos planetas em formação, até a busca de condições favoráveis para a formação da vida.

Cúpula do l’ELT – ESO/L. Calçada/ACe Consortium

A existência de exoplanetas é conhecida há apenas 25 anos e, apesar de mais de 4000 exoplanetas conhecidas até o momento, muitas questões fundamentais relacionadas à formação de planetas gigantes ou da vida ainda permanecem sem resposta.

Nesse contexto, Myriam Benisty é uma especialista de renome mundial especializada nas fases iniciais da formação planetária e particularmente na observação da radiação infravermelha próxima e milimétrica dos discos protoplanetárias, discos de poeira e de gases dentro dos quais se formam os planetas gigantes e telúricos após alguns milhões de anos. Com Laura Perez (UC), é também coautora da caracterização fina de vinte sistemas solares jovens em formação, no âmbito do levantamento DSHARP obtido com os radiotelescópios ALMA. Com o objetivo de explorar e dissecar as arquiteturas planetárias e as propriedades físicas e atmosféricas dos exoplanetas gigantes, Gaël Chauvin trabalha sobre uma fase mais avançada quando os sistemas exoplanetários já estão formados. Em particular, ele é um dos pioneiros em imagens diretas de exoplanetas, usando técnicas de observação avançadas em grandes telescópios terrestres (óptica adaptativa, coronografia, imagem diferencial, espectroscopia 3D, etc.) No Laboratório, também contribui com Patricio Rojo (UC) e Laura Perez (UC) para a pesquisa e a caracterização física e atmosférica de jovens Jupiters ilustrados.

Resultados de discos protoplanetários – ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), S. Andrews et al.; NRAO/AUI/NSF, S. Dagnello

Finalmente, nos últimos anos, um campo de pesquisa essencial do LFCA foi o estudo das explosões estelares (ou mais geralmente os mecanismos de supernovas). Estes fenômenos catastróficos muito curtos e extremamente poderosos são particularmente interessantes para o estudo do Universo distante. As supernovas são também verdadeiras fábricas para a síntese de elementos pesados (oxigênio, silício, enxofre, ferro…). Em paralelo a os importantes esforços para observar esses eventos súbitos e violentos, no âmbito de grandes levantamentos internacionais (ePESSTO, ASSASN, PAN-STARRS, …), trabalhos teóricos e de modelagem são realizados por Luc Dessart e Stéphane Blondin para explicar as propriedades físicas e espectroscópicas desses eventos astronômicos excepcionais, integrando a compreensão fina dos mecanismos de colapso do núcleo estelar, de explosão termonuclear e de perda de massa.

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1. En resumen

2. Présentación

El Laboratorio franco-chileno de astronomía (LFCA) fue fundado en 2012 por el Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) de Francia y las tres principales universidades chilenas: la Universidad de Chile (UC), la Pontificia Universidad Católica de Chile (PUC) y la Universidad de Concepción (UdC) bajo la dirección de Denis Mourard (director científico adjunto a cargo de la división de astronomía-astrofísica del INSU), Guido Garay (director del departamento de astronomía de la UC), Gaspar Galaz (director del Instituto de Astrofísica de la PUC) y Ricardo Demarco (director del Departamento de Astronomía de la UdC). La misión principal del LFCA es la de promover y apoyar las colaboraciones en el campo de la astronomía entre Francia y Chile.

Les antennes du télescope ALMA (Photo : ESO/C.Milan)

Los estatutos del Laboratorio se renovaron recientemente en mayo de 2019 en el marco del 80 aniversario del CNRS y de la consolidación de sus asociaciones estratégicas en el extranjero. Chile cuenta con una joven y creciente comunidad de astrónomos y con el desarrollo y acceso a los principales observatorios astronómicos terrestres, como los radiotelescopios ALMA (Atacama Large Millimeter Array), el VLT (Very Large Telescope), el Large Synoptic Survey Telescope (LSST), el Cherenkov Telescope Array (CTA) y, en un futuro cercano, el Extremely Large Telescope (ELT). A lo largo de los años, Chile se ha convertido en un centro estratégico y esencial para la investigación astronómica.

3. Investigación

Actualmente, el LFCA está encabezado por un comité directivo integrado por Andrés Escala (director del Departamento de Astronomía de la Universidad de Chile y el LFCA), Gaspar Galaz (director del Instituto de Astrofísica de la PUC), Ricardo Demarco (director del Departamento de Astrofísica de la UdeC) y Gaël Chauvin (director adjunto del LFCA). Además de los profesores y estudiantes de las tres universidades chilenas mencionadas (UC, PUC y UdeC), el Laboratorio cuenta con la presencia de cuatro investigadores permanentes del CNRS: Luc Dessart, Myriam Benisty, Gaël Chauvin y Stéphane Blondin, y dispone además de un programa de visitas para apoyar las estancias colaborativas en Francia y Chile de los miembros de ambas comunidades. Se abordan varios temas de investigación, que van desde el estudio de la expansión del universo, del agujero negro en la región central de nuestra galaxia, la génesis y muerte de las estrellas, la génesis y las propiedades físicas de los planetas en formación, a la búsqueda de condiciones favorables para la formación de la vida.

Dôme de l’ELT – ESO/L. Calçada/ACe Consortium

La existencia de los exoplanetas se conoce apenas desde hace 25 años y, a pesar de los más de 4000 exoplanetas conocidos hasta la fecha, muchas cuestiones fundamentales relativas a la formación de planetas gigantes o a la vida siguen sin encontrar respuesta.

En este contexto, Myriam Benisty, experta de renombre mundial, se especializa en las fases iniciales de la formación planetaria y, en particular, en la observación en el radio cercano al infrarrojo y milimétrico de discos protoplanetarios, discos de polvo y gases en los que dentro de algunos millones de años se formarán planetas gigantes. Junto con Laura Pérez (UC), es coautora de la caracterización detallada de veinte sistemas solares jóvenes en formación, en el marco del estudio DSHARP obtenido con los radiotelescopios ALMA. Gaël Chauvin se interesa por una fase más avanzada en la que ya se han formado los sistemas exoplanetarios, con el objetivo de explorar y diseccionar las arquitecturas planetarias y las propiedades físicas y atmosféricas de los exoplanetas gigantes. Es uno de los pioneros en la obtención directa de imágenes de exoplanetas mediante el uso de técnicas avanzadas de observación en grandes telescopios terrestres (óptica adaptativa, coronografía, imágenes diferenciales, espectroscopia 3D, etc.). Dentro del Laboratorio, contribuye en particular con Patricio Rojo (UC) y Laura Pérez (UC) en la investigación y caracterización física y atmosférica de los jóvenes Júpiter fotografiados.

Resultats de disques protoplanetaires – ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), S. Andrews et al.; NRAO/AUI/NSF, S. Dagnello

Finalmente, en los últimos años, un área clave de investigación para el LFCA han sido las explosiones estelares (o, más ampliamente, los mecanismos de las supernovas). Estos fenómenos catastróficos cortos y extremadamente poderosos son particularmente interesantes para el estudio del universo distante. Las supernovas son verdaderas fábricas para la síntesis de elementos pesados (oxígeno, silicio, azufre, hierro). Paralelamente a los grandes esfuerzos por observar estos sucesos repentinos y violentos en el marco de los grandes estudios internacionales (ePESSTO, ASASN, PAN-STARRS, etc.), Luc Dessart y Stéphane Blondin están llevando a cabo un trabajo teórico y de modelización para explicar las propiedades físicas y espectroscópicas de estos sucesos astronómicos excepcionales mediante la integración de la comprensión detallada de los mecanismos de colapso de los núcleos estelares, de las explosiones termonucleares y las pérdidas de masa.

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