[:fr]Editorial « Les Nouvelles CNRS Rio, Sciences Amérique du Sud » n°7[:pt]Editorial « As Noticias CNRS Rio, Ciências América do Sul » n°7[:es]Editorial « Las Noticias CNRS Rio, Ciencias América del Sur » n°7[:]

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La recherche confinée ? Navigation en temps de crise

Quand le plus grand nombre des pays d’Amérique du Sud ferment leurs frontières, quand les chercheurs sont dans l’obligation de mettre un terme à leurs missions à l’étranger, quand l’ensemble des acteurs de la recherche sont confinés à leur domicile, on peut légitimement se poser la question de la continuité des activités liées à la coopération internationale dans ces conditions.

La réponse nous vient de nos collègues qui travaillent sur les navires scientifiques et qui, par conséquent, ont l’habitude du confinement prolongé. C’est notamment le cas des chercheurs qui, au moment de la crise, se trouvaient sur le bateau océanographique l’Atalante sans pouvoir accoster ni en Équateur, leur pays de destination, ni ailleurs et qui ont été dans l’obligation de rentrer en France en naviguant ! Malgré cela, ils ont continué leurs recherches pour mener à bien leur mission et leur projet.

C’est précisément en ces temps de crise que les valeurs de solidarité et de collaboration se manifestent avec la plus grande force. Cette collaboration – entre les chercheurs et entre les pays – peut avoir plusieurs contours : elle peut être individuelle, structurante par l’intermédiaire des projets ou programmes institutionnels ou encore régionale. En ce sens, la coopération entre la Guyane, le Brésil et d’autres pays d’Amérique du Sud évoquée dans l’entretien avec Guillaume Odonne, est une remarquable illustration.

Cette collaboration peut également être institutionnelle, comme le montre l’entretien sur la recherche en Amérique du Sud en situation de crise. Il souligne notamment l’importance de la coordination entre les différents services du CNRS (bureaux à l’étranger, service sécurité défense, directions régionales) et les postes diplomatiques, quand il s’agit d’apporter de l’aide aux chercheurs en mission, bloqués loin de leur pays et de leurs proches.

L’article d’Éric Boeda sur les missions archéologiques en Amérique latine montre, quant à lui, l’importance des interactions qui se créent entre les différentes disciplines et entre les différentes
périodes étudiées.

La présentation, par Damien Davy, de l’Observatoire Hommes-Milieux Oyapock, créé suite à la construction du pont transf rontalier entre la Guyane française et le Brésil, que la couverture de ce numéro met en lumière, nous renvoie également à cette idée de créer un lien, d’engager un dialogue, de construire des projets de collaboration, qu’ils soient transfrontaliers ou transdisciplinaires.

Les programmes européens, détaillés dans ce numéro par la responsable du bureau EURAXESS en Amérique Latine et Caraïbes, Charlotte Gravitz, présentent aux chercheurs des possibilités de financements complémentaires. Ces financements quelquefois méconnus tant par les chercheurs français que par leurs homologues sud-américains contribuent autant à renforcer les collaborations
existantes qu’à créer de nouveaux axes et projets de coopération.

L’idée de tisser les liens et d’élargir les horizons disciplinaires est également symbolisée par les rencontres qui ont eu lieu le 30 janvier 2020, dans le cadre de la 1ère Nuit des idées au Brésil, déclinée sous le thème LA FORÊT. ÊTRE VIVANT. Cet événement, qui a remporté un très grand succès auprès du public, a contribué à la rencontre des sciences et des arts, en faisant se côtoyer les chercheurs, les leaders autochtones, les artistes, les écrivains, les éditeurs, les journalistes…

Enfin, ce numéro est clôturé par un aperçu de la célébration des 120 ans de la FIOCRUZ, partenaire très ancien de la France et du CNRS, distinguée par l’OMS comme un organisme référence en Amérique du Sud en matière de recherche sur la pandémie.

Olga Anokhina
Directrice du Bureau CNRS Rio

 

Le bureau de Rio effectue une veille sur la situation et les mesures sanitaires prises dans l’ensemble des pays d’Amérique du Sud. Les informations à ce sujet sont disponibles sur notre site : https://www.cnrsrio.org/coronavirus-en-amerique-du-sud/

Pour des analyses détaillées des situations des pays de notre zone, consulter : https://covidam.institutdesameriques.fr/[:pt]

A pesquisa em confinamento? Navegação em tempos de crise

Quando a maioria dos países sul-americanos fecha suas fronteiras; os pesquisadores estão obrigados a encerrar suas missões no exterior; todos os atores da pesquisa estão confinados em suas casas, podemos legitimamente questionar a questão da continuidade das atividades relacionadas à cooperação internacional nestas condições.

A resposta vem de nossos colegas que trabalham em navios científicos e que, portanto, estão acostumados ao confinamento prolongado. É o caso dos pesquisadores que estavam no navio de pesquisa oceanográfica Atalante quando a crise começou, sem poder atracar no Equador, seu país de destino, ou em outro lugar, e foram obrigados a retornar à França no navio! Apesar disso, continuaram suas pesquisas para realizar sua missão e seu projeto.

É justamente nesses tempos de crise que os valores de solidariedade e de colaboração se manifestam com a maior força. Essa colaboração – entre pesquisadores e entre países – pode ter várias formas: pode ser individual, estruturante através de projetos ou programas institucionais, ou regional. Neste sentido, a cooperação entre a Guiana, o Brasil e outros países do continente, mencionada na entrevista com Guillaume Odonne é um excelente exemplo.

Essa colaboração também pode ser institucional, como mostrado na entrevista sobre a pesquisa na América do Sul em situação de crise. Essa entrevista também destaca a importância da coordenação entre os diversos serviços do CNRS (escritórios no exterior, serviço de segurança e defesa, diretorias regionais) e os postos diplomáticos, quando é preciso dar assistência aos pesquisadores em missão que não podem voltar para seu país e suas famílias.

A matéria de Eric Boeda sobre as missões arqueológicas na América Latina mostra a importância das interações emergindo entre as diferentes disciplinas e entre os diferentes períodos estudados.

A apresentação de Damien Davy do Observatório Homem-Meio Ambiente Oyapock, criado após a construção da ponte transfronteiriça entre a Guiana Francesa e o Brasil, destacada na capa desta edição, também remete a esta ideia de criar uma ligação, entrar em dialogo, construir projetos colaborativos, transfronteiriços ou transdisciplinares.

Os programas europeus, detalhados nessa edição pela chefe do escritório EURAXESS na América Latina e no Caribe, Charlotte Gravitz, apresentam aos pesquisadores oportunidades de fundos adicionais. Esses financiamentos, as vezes desconhecidos dos pesquisadores franceses e seus homólogos sul-americanos, contribuem tanto para fortalecer as colaborações existentes como para criar novas áreas e novos projetos de cooperação.

A ideia de estabelecer relações e ampliar horizontes disciplinares também é simbolizada pelos encontros realizados em 30 de janeiro de 2020, como parte da 1ª Noite das Ideias no Brasil, sob o tema A FLORESTA. SER VIVO. Este evento, que teve um grande sucesso, contribuiu para o encontro entre as ciências e as artes, reunindo pesquisadores, líderes indígenas, artistas, escritores, editores, jornalistas, …

Finalmente, esta edição termina com uma visão geral da comemoração do centésimo vigésimo aniversário da FIOCRUZ, parceira de longa data da França e do CNRS, designada pela OMS como organização de referência na América do Sul no campo da pesquisa sobre a pandemia.

Olga Anokhina
Diretora do Escritório do CNRS no Rio

O escritório do Rio acompanha a situação da saúde e as medidas sanitárias tomadas em todos os países da América do Sul. Informações sobre esse assunto estão disponíveis no nosso site: https://www.cnrsrio.org/coronavirus-en-amerique-du-sud/

Para análises detalhadas das situações nos países da região, consulte: https://covidam.institutdesameriques.fr/

https://covidam.institutdesameriques.fr/[:es]

¿La investigación en cuarentena? Navegar en tiempos de crisis

En un contexto en el que la mayoría de los países sudamericanos han cerrado sus fronteras, cientos de investigadores han tenido que terminar antes de tiempo sus misiones en el extranjero, y todos los actores de la investigación han debido confinarse en sus casas, parece necesario plantear la pregunta de cómo continuar con las actividades de cooperación internacional.

Una posible respuesta nos llega de los investigadores que trabajan en buques científicos, acostumbrados al confinamiento prolongado. Se trata, en particular, del grupo de colegas que se encontraba a bordo del buque de investigación oceanográfica L’Atalante cuando comenzó la crisis. Al no poder atracar ni en Ecuador, su país de destino, ni en ningún otro lugar, ¡se vieron obligados a volver navegando a Francia! A pesar de ello, continuaron sus investigaciones para llevar a cabo su misión y su proyecto.

Es precisamente en estos tiempos críticos cuando los valores de solidaridad y colaboración se manifiestan con más contundencia. La colaboración —entre investigadores y entre países— puede tomar varias formas: puede ser individual, estructurada a través de proyectos o programas institucionales, o regional. En este sentido, la cooperación entre la Guayana Francesa, Brasil y otros países sudamericanos, tal como se menciona en la entrevista con Guillaume Odonne, es un ejemplo notable.

La colaboración también puede ser institucional, como da cuenta la entrevista sobre la investigación en América del Sur en contextos de crisis. Se subraya en particular la importancia de la coordinación entre los distintos servicios del CNRS (oficinas en el extranjero, servicio de seguridad y defensa, direcciones regionales) y los puestos diplomáticos cuando se trata de brindar asistencia a los investigadores en misión, muchos de los cuales quedaron varados lejos de su país y de sus seres queridos.

El artículo de Eric Boeda sobre las misiones arqueológicas en América Latina, por su parte, muestra la importancia de las interacciones que se generan entre diversas disciplinas y diferentes marcos temporales.

La presentación de Damien Davy, del Observatorio Hommes-Milieux Oyapock, creado tras la construcción del puente transfronterizo entre la Guayana Francesa y Brasil (destacado en la portada de este número), también nos remite a la idea de crear vínculos, entablar diálogos, construir proyectos de colaboración transfronterizos o transdisciplinarios.

Los programas europeos, detallados por Charlotte Grawitz, representante de EURAXESS en América Latina y el Caribe, ofrecen a los investigadores oportunidades de financiación complementarias. Esta financiación, que a veces es poco conocida por los investigadores franceses y sus pares sudamericanos, contribuye a reforzar las colaboraciones existentes, así como a crear nuevas áreas de cooperación y nuevos proyectos.

La idea de forjar vínculos y ampliar los horizontes disciplinarios también se ve plasmada en los encuentros que tuvieron lugar el 30 de enero de 2020, en el marco de la primera Noche de las ideas en Brasil, bajo el tema LA SELVA. UN SER VIVO. Este evento, que recibió un gran apoyo del público, contribuyó al encuentro de las ciencias y las artes, reuniendo a investigadores, líderes indígenas, artistas, escritores, editores y periodistas.

Por último, este número se cierra con una reseña de la celebración del 120 aniversario de la FIOCRUZ, una institución que desde hace mucho tiempo trabaja junto a Francia y el CNRS y que ha sido distinguida por la OMS como una de las organizaciones de referencia en América del Sur en el ámbito de la investigación sobre la pandemia.

Olga Anokhina
Directora de la Oficina del CNRS en Río

La oficina de Río realiza un seguimiento de la situación sanitaria y de las correspondientes medidas adoptadas por todos los países de América del Sur. La información sobre este tema está disponible en nuestro sitio web: https://www.cnrsrio.org/coronavirus-en-amerique-du-sud/.

Para un análisis detallado de la situación en los países de nuestra zona, por favor consulte: https://covidam.institutdesameriques.fr/[:]

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