[:fr]Editorial « Les Nouvelles CNRS Rio, Sciences Amérique du Sud » n°5[:pt]Editorial « As novidades CNRS Rio, Ciências América do Sul » n°5[:es]Editorial « Las Noticias CNRS Rio, Ciencias América del Sur » n°5[:]

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Photo : Laura Person

Eh bien voilà, ça devait arriver : ma mission de directeur du bureau CNRS pour l’Amérique du Sud touche à sa fin et cet éditorial des « Nouvelles CNRS Rio » est donc le dernier que j’écris. Quel bonheur ce fut depuis plus de quatre ans d’accompagner tous ces chercheurs dans leurs activités scientifiques, projets, savoirs, passions et disciplines si diverses… Bien entendu CNRS Rio continue ses activités, et le bureau sera dirigé par Olga Anokhina, linguiste, chercheuse à l’Institut des Textes et Manuscrits Modernes (ITEM, UMR 8132 CNRS/ENS) à compter du 1er septembre 2019.

Au Brésil, les budgets des université subissent des coupes drastiques et, Ricardo Galvão, directeur de l’Institut National de Recherches Spatiales brésilien (INPE) a été limogé, suite à la publication de chiffres alarmants sur l’avancement de la déforestation en Amazonie en juillet. Ces événements mettent en lumière la tentation du gouvernement d’une mise sous tutelle des résultats scientifiques, révèle une grande méfiance à l’égard des chercheurs, et fait craindre une restriction au libre accès aux données de la communauté scientifique. Dans ces conditions, on ne peut que se réjouir que les chercheurs inscrivent le plus souvent leurs collaborations scientifiques dans la durée et la confiance mutuelle, en dépit des aléas politiques et économiques conjoncturels.

C’est ainsi que, dans la rubrique « Parole de Chercheurs », Stefania Capone évoque les nouveaux enjeux de la religion des Orishas et étudie les phénomènes de trans-nationalisation qui s’y développent.

Dans le cadre des Actions CNRS, nous nous intéressons aux horizons lointains, avec la présentation du Laboratoire de Recherche International (IRL, ex UMI) Franco-Chilien d’Astronomie (LFCA) qui travaille sur des thèmes aussi variés que le trou noir central de notre galaxie, la naissance et la mort des étoiles ou encore les planètes en formation. Mais aussi aux échelles atomiques avec l’Institut Franco-Uruguayen de Physique.

Lumière sur… est décliné sous la forme d’un entretien pour évoquer le rôle d’un bureau à l’étranger tel que le nôtre. Tout un programme est consacré au programme ECOS, dédié à financer des projets de mobilité des chercheurs entre la France et l’Amérique du Sud.

Le premier semestre 2019 a été riche en événements scientifiques dans notre région. Tout d’abord, la commémoration des 80 ans du CNRS à Santiago du Chili, qui a permis de réunir pour la première fois une grande partie du réseau CNRS en Amérique du Sud, et à notre Directeur Général Délégué à la science de souffler les bougies, au cours du séminaire « Le CNRS en Amérique du Sud – Une histoire d’intégration scientifique pour aborder les défis du futur ». C’est aussi dans ce contexte qu’ont eu lieu au Brésil une série d’évènements de diffusion scientifique soulignant la profonde relation entre Arts et Sciences : avec « Swing the Brain », conférence-concert qui a permis de mettre en exergue l’effet de la musique sur nos émotions.

Les « Assises franco-colombiennes – COLIFRI 2019 » se sont tenues à Medellín, en Colombie, du 12 au 14 juin 2019, ont mis en évidence avec plus d’un millier de participants une forte dynamique de croissance de la coopération scientifique et universitaire entre les deux pays. Lepremier IRP du CNRS en Colombie y a été signé, ainsi que le nouveau programme régional CLIMAT AmSud.

Je pars maintenant vers de nouveaux horizons et profite de l’occasion pour remercier le CNRS et toutes les équipes franco-sud-américaines pour ces années si actives et enrichissantes.

Olivier Fudym

Directeur Bureau CNRS Rio[:pt]

Foto : Laura Person

Chegou o momento que já estava previsto: minha missão como diretor do escritório do CNRS para a América do Sul está terminando, portanto, este editorial do “Nouvelles CNRS Rio” é o último que escrevo. Foi um prazer durante mais de quatro anos poder acompanhar todos esses pesquisadores em suas atividades científicas, projetos, conhecimentos, paixões e disciplinas tão diversas … É óbvio que o CNRS Rio continua suas atividades, e o escritório será dirigido por Olga Anokhina, linguista, pesquisadora do Instituto dos Textos e Manuscritos Modernos (ITEM, UMR 8132 CNRS/ENS) a partir do 1 de setembro de 2019.

No Brasil, os orçamentos das universidades estão passando por cortes drásticos e Ricardo Galvão, Diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), foi demitido, após a publicação de números alarmantes sobre o progresso do desmatamento na Amazônia em julho. Estes eventos evidenciam a tentação do governo de colocar os resultados científicos sob tutela, revelam uma grande desconfiança dos pesquisadores e suscitam preocupações de uma restrição do livre acesso aos dados da comunidade científica. Nestas condições, é gratificante que os pesquisadores baseiam geralmente as suas colaborações científicas na confiança mútua e no longo prazo, apesar dos altos e baixos políticos e econômicos.

Assim, na seção “Palavra de pesquisador”, Stefania Capone expõe os novos desafios da religião dos Orixás e estuda os fenômenos de transnacionalização que estão surgindo.

Em Ações do CNRS, nos interessamos aos horizontes distantes, com a apresentação do Laboratório de pesquisa internacional (IRL, ex UMI) Franco-Chileno para a Astronomia (LFCA) que trabalha sobre temas variados como o buraco negro central da nossa galáxia, o nascimento e a morte das estrelas ou as planetas em formação, e também às escalas atômicas com o Instituto Franco-Uruguaio de Física.

Luz sobre … é uma entrevista para discutir a função de um escritório no estrangeiro como o nosso. Qual o programa? tem como tema o programa ECOS, voltado para o financiamento de projetos de mobilidade para pesquisadores entre a França e a América do Sul.

O primeiro semestre de 2019 foi rico em eventos científicos na nossa região. Em primeiro lugar, a comemoração dos 80 anos do CNRS em Santiago do Chile, reuniu pela primeira vez uma grande parte da rede do CNRS na América do Sul; e nosso Diretor Geral Adjunto para a Ciência comemorou o evento, durante o seminário “O CNRS na América do Sul – Uma história de integração científica para enfrentar os desafios do futuro”. É também neste contexto que uma série de eventos de divulgação científica foram organizados no Brasil, ressaltando a profunda relação entre Artes e Ciências: com “Swing the Brain”, uma conferência-concerto que destacou o efeito da música sobre nossas emoções.

Com mais de mil participantes, a “Conferência Franco-Colombiana – COLIFRI 2019”, organizada em Medellín, Colômbia, de 12 a 14 de junho de 2019, evidenciou uma forte dinâmica de crescimento da cooperação científica e acadêmica entre os dois países. O primeiro IRP do CNRS na Colômbia foi assinado lá, assim como o novo programa regional CLIMAT AmSud.

Agora vou partir para novos horizontes e aproveito essa oportunidade para agradecer o CNRS e todas as equipes franco-sul-americanas por estes anos intensos e enriquecedores.

Olivier Fudym

Diretor do Escritório CNRS Rio[:es]

Foto : Laura Person

Finalmente sucedió: mi misión como director de la oficina del CNRS para América del Sur llega a su fin. Así, este editorial del newsletter “Nouvelles CNRS Rio” es el último que escribo. Fue muy gratificante poder acompañar durante estos cuatro años a tantos investigadores en sus actividades científicas, proyectos, intereses y disciplinas tan diversas… Por supuesto, el CNRS Río continúa con sus actividades y la oficina quedará a cargo de Olga Anokhina, lingüista, investigadora del Instituto de Textos y Manuscritos Modernos (ITEM, UMR 8132 CNRS/ENS) a partir del 1 de septiembre de 2019.

En Brasil, el presupuesto universitario fue recortado drásticamente y Ricardo Galvão, director del Instituto Nacional de Investigación Espacial del Brasil (INPE, por sus siglas en portugués), fue despedido tras haber publicado cifras alarmantes sobre el avance de la deforestación en la Amazonia en julio pasado. Estos acontecimientos ponen de manifiesto los intentos de control gubernamental de los resultados científicos, además de que expresan una gran desconfianza hacia los investigadores y suscitan temores de que se restrinja el libre acceso a los datos producidos por la comunidad científica. En este contexto, no podemos más que agradecer el hecho de que los investigadores sigan apostando a mantener las colaboraciones científicas y que lo hagan basándose en la confianza mutua, a pesar de las incertidumbres políticas y económicas.

Es así que, en la sección “Los investigadores tienen la palabra”, Stefania Capone analiza los nuevos desafíos de la religión de los Orisha y estudia los fenómenos de transnacionalización que a ella se vinculan.

Como parte de las Acciones del CNRS, nos interesan los horizontes lejanos, con la presentación del Laboratorio Internacional Investigación (IRL, antes UMI) Franco-Chileno de Astronomía (LFCA) que trabaja en temas tan variados como el agujero negro central de nuestra galaxia, el nacimiento y muerte de estrellas o los planetas en formación. Pero también a nivel atómico con el Instituto Franco-Uruguayo de Física.

En primer plano…. se presenta en forma de entrevista para discutir el papel de una oficina de representación como la nuestra. Todo un programa está dedicado al programa ECOS, que se dedica a financiar proyectos de movilidad de investigadores entre Francia y América del Sur.

En nuestra región, la primera mitad de 2019 fue muy rica en eventos científicos. En primer lugar, la conmemoración del 80 aniversario del CNRS en Santiago de Chile permitió reunir por primera vez a gran parte de la red del CNRS en Sudamérica y tuvimos el honor de contar con la presencia del director general de ciencia del CNRS durante el seminario “El CNRS en Sudamérica, una historia de integración científica para afrontar los retos del futuro”. En este contexto, también se celebraron en Brasil varios eventos de difusión de la ciencia enfocados en la profunda relación entre las artes y las ciencias: uno de ellos fue “Swing the Brain”, una conferencia-concierto en torno al efecto de la música en nuestras emociones.

La “Cumbre colombo-francesa de investigación, innovación y educación superior – COLIFRI 2019”, celebrada en Medellín, Colombia, del 12 al 14 de junio de 2019, dio muestra, con sus más de mil participantes, de la fuerte dinámica de crecimiento de la cooperación científica y académica entre los dos países. Allí se firmó el primer PIR del CNRS en Colombia, así como el nuevo programa regional CLIMAT AmSud.

Ahora es tiempo de partir hacia nuevos horizontes y aprovecho esta oportunidad para agradecer al CNRS y a todos los equipos franco-sudamericanos por estos años tan activos y enriquecedores.

Olivier Fudym

Director de la oficina del CNRS en Río de Janeiro[:]

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